Londrina confirmou o segundo óbito por dengue em 2026, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Apesar da nova morte, o município segue apresentando uma redução expressiva nos casos da doença em comparação aos dois anos anteriores, reflexo da menor circulação do vírus e da desaceleração da infestação do mosquito Aedes aegypti.
De janeiro até 15 de julho, a cidade contabilizou 10.299 notificações, com 1.292 casos confirmados, 8.079 descartados e 928 ainda em investigação.
O cenário representa uma melhora significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando Londrina havia registrado 20.147 notificações e 4.717 casos confirmados — praticamente o dobro de notificações e quase quatro vezes mais confirmações. A redução também aparece no número de mortes: foram 52 óbitos em 2024, nove em 2025 e, até o momento, dois em 2026.
Segundo óbito do ano
O caso confirmado mais recentemente é de uma mulher de 59 anos, tabagista e sem comorbidades identificadas. Segundo a Secretaria de Saúde, ela apresentou os primeiros sintomas em 6 de junho, com febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vômitos e dor nas costas.
A paciente procurou atendimento médico apenas no dia 13 de junho e morreu no dia seguinte, no Hospital Universitário (HU). O caso permaneceu em investigação até a conclusão dos exames e da análise epidemiológica que confirmou a dengue como causa do óbito.
A enfermeira e assessora técnica da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), Claudia Haggi Monteiro, lamentou a confirmação da nova morte e reforçou a necessidade de manter os cuidados preventivos durante todo o ano.
“Ficamos tristes em divulgar um novo óbito e, com isso, reafirmamos a necessidade dos cuidados preventivos permanentemente, e não somente no período onde a atividade do vetor é mais intensa. Pedimos a todos que olhem para suas casas, contribuindo para evitar a proliferação do Aedes. Isso também reacende o fato de ser importante a busca precoce pelos serviços de saúde para verificação de sinais compatíveis com a dengue. Em caso de sintomas, busque suporte médico o quanto antes, pois uma procura tardia pode interferir no desfecho de uma situação e trazer agravamento nos casos de dengue.”
Monteiro também explicou que a confirmação oficial de mortes por dengue nem sempre ocorre logo após o falecimento, devido aos protocolos de investigação.
“Quando a pessoa falece, a declaração de óbito vem para o setor de Epidemiologia, que analisa a causa. Porém, nem sempre o fator descrito nesta declaração é de fato o motivo do falecimento. Por isso, muitas vezes é preciso investigação em uma apuração mais detalhada, e somente após é possível definir a causa final do óbito.”
Combate continua durante o inverno
Mesmo com a diminuição da atividade do mosquito durante os meses mais frios, a Secretaria Municipal de Saúde mantém ações permanentes de enfrentamento à dengue. As equipes de Endemias seguem realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros, orientação aos moradores, bloqueios em imóveis com casos suspeitos, monitoramento por ovitrampas, mutirões de limpeza e atividades educativas em diferentes regiões da cidade.
A recomendação é que a população continue eliminando recipientes que possam acumular água e mantenha a atenção aos primeiros sintomas da doença, buscando atendimento médico imediatamente em caso de suspeita.
Disque-Dengue
A população pode solicitar vistorias, denunciar possíveis criadouros do mosquito e informar locais com risco de proliferação por meio do Disque-Dengue, no telefone 0800 400 1893, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h.
Também é possível registrar denúncias pela plataforma on-line da Prefeitura de Londrina, disponível 24 horas por dia.
Com informação do NCPML