Saúde Pública

Paraná amplia acesso à insulina glargina no SUS e beneficia mais idosos com diabetes

Estado já iniciou o tratamento de quase 3 mil pacientes e aguarda novo lote do medicamento para ampliar o atendimento a pessoas com 70 anos ou mais.

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Por Da Redação
Paraná amplia acesso à insulina glargina no SUS e beneficia mais idosos com diabetes
Foto: Sesa

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Mais idosos paranaenses com diabetes passarão a ter acesso à insulina glargina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um medicamento de ação prolongada que exige apenas uma aplicação diária e pode proporcionar maior controle da doença. A ampliação do público beneficiado faz parte do projeto-piloto do Ministério da Saúde, do qual o Paraná é um dos estados participantes.

Desde o início da implantação, em fevereiro, 2.935 pacientes começaram a utilizar a insulina glargina no Estado. Até então, o medicamento era destinado a idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2 e a crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1. Agora, a faixa etária para os idosos foi reduzida para 70 anos, ampliando significativamente o número de pessoas aptas a receber o tratamento.

A expectativa é de que a medida contribua para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades para manter o controle glicêmico com os tratamentos convencionais. Além de reduzir o número de aplicações diárias, a insulina glargina oferece maior estabilidade nos níveis de glicose e diminui o risco de episódios de hipoglicemia.

Estado aguarda novo lote

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que as 19.891 canetas reutilizáveis recebidas inicialmente já foram distribuídas às 22 Regionais de Saúde. Para atender a ampliação do programa, o Paraná aguarda o envio de mais 6.354 canetas pelo Ministério da Saúde, com previsão de entrega em agosto.

Somente após a chegada desse novo lote será possível ampliar a oferta do medicamento aos pacientes que passam a integrar o novo público-alvo.

Como será o acesso

Os pacientes interessados devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência com a receita médica. A equipe de saúde fará uma avaliação individual para verificar se a substituição da insulina NPH pela glargina é indicada.

Além do medicamento, o paciente recebe gratuitamente uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de até três anos, e orientações sobre o uso correto, armazenamento e acompanhamento do tratamento.

Avanço no tratamento do diabetes

A ampliação da oferta da insulina glargina representa mais um passo na modernização da assistência aos pacientes com diabetes no Paraná. Com um esquema terapêutico mais simples e eficaz, a expectativa é aumentar a adesão ao tratamento, reduzir complicações relacionadas à doença e proporcionar mais qualidade de vida, especialmente entre a população idosa.

Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN)

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