Economia

Moeda norte-americana termina dia cotada a R$ 5,07 após dados de inflação

Moeda norte-americana opera em queda com o CPI americano abaixo do esperado; tensões no Oriente Médio monitoradas.

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Por Da Redação
[Imagem gerada por IA] Gráfico financeiro de queda do dólar em uma tela de computador com reflexos de luzes de escritório ao fundo.

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A cotação do dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,05% nesta terça-feira (14), sendo negociado a R$ 5,0777. Este valor marca o nível mais baixo de fechamento da moeda estrangeira em um mês, movimento impulsionado pelo arrefecimento da inflação nos Estados Unidos.

Dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA indicaram uma retração de 0,4% no índice de preços ao consumidor (CPI) em junho, um resultado que surpreendeu positivamente os investidores. O acumulado de 12 meses ficou em 3,5%. O desempenho mais moderado do índice reduziu a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) para uma elevação imediata das taxas de juros, o que favoreceu o enfraquecimento do dólar globalmente.

Cenário externo e energia

Apesar do alívio no câmbio, o mercado financeiro permanece cauteloso diante de instabilidades geopolíticas. O preço do petróleo registrou alta de 1,7% no barril do tipo Brent, fechando em US$ 84,73. A reação ocorre após o anúncio de novas restrições ao tráfego de navios no Estreito de Ormuz, rota vital que concentra aproximadamente 20% do comércio mundial de petróleo.

O setor de tecnologia global, por sua vez, continua sob pressão, lidando com desafios na cadeia de suprimentos e altos custos de produção. A volatilidade dos preços da energia é um fator de preocupação constante, impactando as perspectivas de mercado em diversos países.

Perspectivas monetárias

Analistas do mercado financeiro monitoram atentamente o depoimento de Kevin Warsh, presidente do Fed, que destacou o compromisso com as metas inflacionárias americanas. Para o cenário brasileiro, os juros elevados nos EUA exigem cautela, pois influenciam a tomada de decisão sobre a taxa Selic.

"O resultado reduz a expectativa de que o Federal Reserve precise elevar os juros no curto prazo. Com uma inflação mais comportada, diminui também a perspectiva de maiores retornos dos títulos do Tesouro americano, o que tende a enfraquecer o dólar frente às demais moedas", afirmou Lucca Bezzon, analista de Inteligência de Mercado da Stonex.

A mediana das projeções do mercado, segundo o boletim Focus do Banco Central, sugere que o dólar encerre o ano em patamares próximos a R$ 5,20, evidenciando que a trajetória de queda atual pode enfrentar resistências no médio prazo.

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