Agro

Londrina recebe evento sobre sustentabilidade e a descarbonização na produção de soja

R
Por Redação
Atualizado: 24/04/2026 às 11h06
Londrina recebe evento sobre sustentabilidade e a descarbonização na produção de soja

Publicidade

Especialistas vão apresentar as novas exigências do setor e mostrar as melhores estratégias para que produtores e profissionais aproveitem as oportunidades que estão surgindo

A rentabilidade do produtor de soja no Brasil pode avançar, mesmo diante das crescentes exigências ambientais, que visam ao cultivo sustentável e com baixa emissão de carbono. E para ajudar o sojicultor a entender o momento de transformações sociais e legais em torno do assunto, a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina (AEA-LD) apresenta a 16ª Reunião de Tecnologia para a Produção de Soja, no próximo dia 27 de agosto.

O evento será realizado na sede da AEA, durante todo o dia, com a palestra inaugural do presidente da Câmara Agrocarbono Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), engenheiro agrônomo Eduardo Bastos, sobre o mercado brasileiro do agrocarbono. O formato do encontro permite que os participantes tenham contato e esclareçam dúvidas com os especialistas, que vão trazer ainda temas como a precificação internacional e estratégias conservacionistas, além de um talk show sobre práticas sustentáveis, ao final do dia. Para finalizar, está reservado aos participantes um Happy Hour Beneficente em favor do Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (ILECE).

De acordo com o diretor técnico da AEA e responsável pela grade do evento, engenheiro agrônomo Adriano Custódio, o tema Descarbonização e Sustentabilidade, planejado para este ano, está em sintonia com as expectativas que a sociedade coloca sobre o agronegócio do país. “Devido às mudanças climáticas, o mundo pede a descarbonização. No plantio de soja em larga escala no Brasil, nós já praticamos técnicas nesse sentido, como plantio direto, manejo integrado de pragas, cultivo intensivo, tudo isso colabora para a sustentabilidade.” Custódio acrescenta que esse cuidado com a preservação ambiental vai além da consciência e já se tornou exigência para se manter no mercado. “Entendemos que no futuro próximo os países irão pagar por essa soja produzida com baixo carbono.”

O diretor de política profissional da AEA, engenheiro agrônomo Gervasio Vieira, reforça a atualidade do debate e a importância de levar a informação ao produtor, especialmente no ano em que grandes players mundiais desembarcam no Brasil para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30). “Precisamos prestar atenção aos novos acordos internacionais, teremos agora em 2025 a COP-30, que deve trazer novas atualizações para esse setor, sempre no sentido aumentar a sustentabilidade”, ponderou Vieira.

Práticas conservacionistas

Estudos apontam que algumas práticas, como o sistema plantio direto, podem remover 1 tonelada de CO2 equivalente por hectare por ano. Por outro lado, a simplificação do sistema de produção com o cultivo contínuo de soja seguido do milho 2ª safra não tem sido suficiente para assegurar conteúdos de carbono orgânico adequados no solo.

O solo é o principal reservatório de carbono entre os ecossistemas terrestres (aproximadamente 800 Petagramas), sendo que, possui aproximadamente duas vezes mais do que na vegetação. O carbono orgânico é a chave para manter a saúde do solo e considerado indicador primário de qualidade do solo para fins agrícolas, pois diversas funções e processos biológicos, físicos e químicos estão indiretamente relacionados à sua presença no solo.

O engenheiro agrônomo Cezar Francisco Araujo Junior, que será um dos debatedores presentes na 16ª Reunião de Tecnologia para a Produção de Soja, explicou que “as emissões de gases de efeito estufa(dióxido de carbono, metanoe óxido nitroso) estão ligadas principalmente à mudança de uso da terra, manejo inadequado do solo, ao uso inadequado de corretivos e fertilizantes, principalmente os nitrogenados, queima de resíduos vegetais e combustíveis fósseis”. Portanto, durante a talk show, programado para o evento, os produtores e profissionais do agro vão conhecer mais de perto como implantar a cultura sustentável.

Protagonismo da AEA

A Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina (AEA-LD) foi fundada em 1969 e desempenha um papel importante no desenvolvimento da agronomia na região, promovendo e defendendo o setor e seus profissionais. Para a AEA, a relevância da entidade também reside nos esforços para fomentar o conhecimento em favor do agronegócio sustentável no país.

De acordo com o presidente, engenheiro agrônomo Renato Arantes, “a associação tem sido protagonista na transferência de novas tecnologias que irradiam para outras regiões”.

Para associados: R$ 50,00 + 2kg de alimentos / Não-associados: R$ 100,00 + 2kg de alimentos

Asimp/AEA

Receba notícias no celular Entre no nosso grupo do WhatsApp e fique por dentro de tudo
Entrar no grupo

Recomendados para você
Mais lidas da semana

Publicidade