Economia

Crescimento econômico do Paraná amplia demanda por transporte rodoviário em Londrina

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Por Redação
Atualizado: 08/06/2026 às 19h49
Divulgação

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O Paraná lidera a mais recente edição do Ranking Nacional de Dispensa de Alvarás e Licenças, do programa Liberdade para Trabalhar, elaborado pelo Instituto Liberal de São Paulo (ILISP). O levantamento, referente ao primeiro trimestre de 2026, coloca o estado na primeira posição nacional em ambiente favorável aos negócios, com 975 atividades econômicas dispensadas de alvarás e licenças, superando estados como Goiás (962), Minas Gerais (945), Sergipe (936) e São Paulo (927). O resultado reforça o avanço do Paraná na redução da burocracia, simplificação de processos e estímulo à atividade econômica, criando um cenário mais favorável para investimentos, expansão empresarial e aumento da movimentação logística no estado.

O reconhecimento já começa a gerar reflexos diretos em cidades estratégicas como Londrina, um dos principais polos logísticos do Sul do Brasil. Com forte presença do agronegócio, da indústria e do comércio, a região possui ligação direta com importantes corredores de distribuição para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Nesse contexto, o transporte rodoviário desempenha papel essencial para o desenvolvimento econômico regional, garantindo o escoamento da produção, abastecimento das cadeias produtivas e integração logística entre diferentes mercados.

Para Marcio Pozzer, diretor regional da unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná - SETCEPAR, a simplificação de processos e as medidas voltadas à competitividade acabam fortalecendo diversos setores produtivos da região. “As transportadoras percebem maior volume de cotações, expansão de operações dedicadas e aumento da demanda por armazenagem, distribuição e transporte fracionado. Além disso, muitas empresas vêm revisando suas malhas logísticas para aproveitar melhor a competitividade do Paraná”, afirma.

Ao mesmo tempo em que um ambiente econômico mais favorável impulsiona investimentos e aumenta a movimentação logística, o setor também passa a enfrentar desafios operacionais mais intensos. Entre as principais preocupações das transportadoras estão a dificuldade de contratação de motoristas qualificados, o aumento dos custos operacionais, a pressão sobre prazos logísticos e o risco de a demanda crescer em ritmo superior à capacidade da infraestrutura disponível, especialmente em períodos de safra agrícola, sazonalidade do consumo e expansão industrial.

“Nosso setor depende diretamente da qualidade da infraestrutura, disponibilidade de motoristas, capacidade de armazenagem e eficiência das rodovias. Quando a economia cresce sem investimentos proporcionais em infraestrutura e logística, os gargalos acabam aparecendo. Isso impacta o tempo de carregamento, fluxo nas rodovias, capacidade operacional e competitividade das empresas”, finaliza Marcio Pozzer.

Rodrigo Bernardino/Asimp

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