Agro

Produção de feijão cresce 24,7% influenciado pela 2ª safra da leguminosa

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Por Redação
Atualizado: 24/04/2026 às 11h04

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A safra de feijão no Paraná deverá estabelecer um novo recorde no estado, sendo estimada em 908,1 mil toneladas. Se confirmado, os agricultores paranaenses serão responsáveis pela produção de 27% da leguminosa no país. Apenas na segunda safra do grão é esperada uma colheita de 738,7 mil toneladas, sendo 496,9 mil toneladas de feijão preto. Os dados estão no 8º Levantamento de Grãos da Safra 2023/2024, divulgado na terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Nesta temporada se confirmou a perspectiva de grande incremento na área total semeada, quando comparada com o ciclo 2022/23. Os técnicos da Conab verificaram uma maior destinação ao plantio do feijão preto em detrimento do cores, além da constatação de uma maior semeadura na segunda safra em comparação à primeira safra”, analisa o superintendente da Conab no Paraná, Valmor Luiz Bordin. “Essa escolha visa minimizar a competição de áreas com cultivo de soja, por exemplo, e também por aproveitar as melhores condições climáticas.  Atualmente, a maioria das lavouras apresenta boas condições de desenvolvimento e estão em estádios fenológicos majoritariamente reprodutivos, inclusive com as primeiras áreas sendo colhidas”, pondera.

Além do feijão, a colheita de amendoim no estado, o quarto maior produtor do país, também deve crescer em torno de 31%, saindo de 8,4 mil toneladas para 11 mil toneladas. Já para o algodão é esperado um incremento de 3,7% na safra do algodão em caroço.

Para as demais culturas, a previsão é de uma menor safra. A soja deverá apresentar uma quebra de 17,7%. Segundo o levantamento da Conab, a colheita da oleaginosa no estado deverá chegar a 18,42 milhões de toneladas. A redução é explicada pela queda na produtividade das lavouras em consequência das condições climáticas adversas registradas ao longo do ciclo.

No milho, a diminuição chega a 12,9% na safra total, sendo estimada uma colheita de 16,12 milhões de toneladas. Na segunda safra do cereal, a área semeada foi reduzida em 2,2% se comparada com a temporada anterior, chegando a 2,42 milhões de hectares, e o desempenho das lavouras também foi impactado pelo clima adverso, projetado em 5.615 quilos por hectare. Com isso, os produtores devem colher 13,57 milhões de toneladas.

Já para o trigo, a Conab prevê uma redução de 19,1% na área semeada, estimada em 1,14 milhão de hectares. Essa diminuição é consequência da frustração da safra passada, aliada à cotação do grão neste ano. A expectativa é que a produção atinja cerca de 3 milhões de toneladas.

Ascom/Conab

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